Minha mente inquieta e suas etiquetas


Férias depois de Viajar

Outros Planos.

 

http://cabecavoodoo.blogspot.com



Escrito por Al. Arezi às 23h28
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Alguns retratos de literaturas perdidas em minha alma (parte 2)

Dança

 

Quem sabe, não erra passos

Quem sabe, pensa pouco

Quem sabe, jura ter esquecido que aprendeu

Quem sabe, não está nem ai pra quem não sabe.

 

Quem não sabe, descansa.

Quem não sabe, vê TV

Quem não sabe, crítica de mais e usurfrui de menos

Quem não sabe, quer viajar para os EUA

 

Quem é que diz o quem sabe e quem não sabe?

Quem é que dança melhor do que quem não sabe dançar?

Todos?

E se, a música for o silêncio?

 

Quer quer, aprende

Dança quem quer

O silêncio, às vezes é a melhor melodia.

O desconhecido é aquele que sofre menos com a fama, e a infâmia.

 

Quer dançar?

 

Um palco, pode-se tornar um berço de dançarinos.



Escrito por Al. Arezi às 10h03
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E se Deus já existiu?

Uma parte da nova explicação para a fé:


Sei bem, que a gente vive sobre a ordem individualista. Sei também que cada corpo possuí uma massa (gorduras & acefalias); E se?

Deus nada mais é, nada mais foi, nada mais fosse, nada mais será do que a individualidade em estado máximo, a obtenção de uma resolução para sí próprio e para algumas pessoas...

Se, somos seis bilhões de pessoas por aqui e, trilhões de estrelas nos céus; cada estrela representaria a nossa semelhança - o auge do nascimento seria a perpetuação: tornar-se um Deus.

Para tornar-se um Deus, seria necessário, além do acúmulo de massa, a retenção de pensamentos e fãs: uma explicação tirada não de livros ou poesias, mas de pessoas. Não há discurso que comprometa a fala de que a fé criou, cria e criará divindades... O que eu penso é que Deuses unisônos se criam a todos os instantes, com a dada evolução e carisma de um espiríto individual e forte; Todos podem ser Deus, desde que a razão seja a única forma de equilibrio e balanço para a criação daquilo que não é divino.

Não sou ateu... Sou a 'luz verde' de uma vida que cresce, e, acho que é recíproco.

***

(Ah! SE HOUVESSE COMO SE EXTRAIR MINHAS OPNIÕES DE UMA FORMA MAIS DENSA E EFICAZ - Eu seria foda, seria um Deus: na eternidade, pois aqui me contento com o espelho humano e sentimentos confusos).

Somos um Deus, na união de dois corpos.

Amém.

Aff.

Ave.



Escrito por Al. Arezi às 02h07
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Grade de 'Zn' - RELOAD THINGS EVER I`VE SUCH A DREAM

Não faço parte de nenhum 'group', a minha tendência se aplica a não conseguir seguir nada ou ser líder de nada...

Vejo, 'Sou meu próprio líder e ando em circulos'.

(tenho vontade de assentuar toda palavra que escrevo).

Séra que Renato Russo também tinha essa visão acerca do seu trabalho e da sociedade? Como Allan Poe, no berço de morte, sabia e tinha certeza que tudo o que fizesse só teria algum sentido depois da morte; É, pras futuras gerações que gostam e implicam em encarnar o nostálgico.

Percebo, essa não é a melhor época do ano pra se expressar. Tá 'todo mundo' preocupado com Férias, PIS e Natal - chego a me sentir um vilão quando coloco os pés 'in outside', em sociedade.

"Minha saudade de um tempo estranho e fora do comum, quando eu tinha certos planos".

***

Pressão...



Escrito por Al. Arezi às 13h15
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Medicate of Soul

Entendo direito o que acontece comigo e com o resto de mim:

Usava de Nietzsche pra pensar num pessimismo racional (ainda uso), explicações dadas para exemplificar o rumo humano em direção ao abismo e a infertilidade burocrática que me rodeia.

Usava de Foucault pra descobrir os dogmas que inventaram pra mim e o pro meu corpo, pro meu discurso acerca do que é certo pra mim ser inválido pra quem está errado.

?

Hoje estou num instinto racional paralelo a tudo isso; A única resposta de que preciso é marxista...

Sou mais um (eu sei), mas quero fazer a diferença (nem que seja apenas pra mim mesmo).

Ou isso seria uma contra-versão apoiada em Thomas Hobbes e D. M. Hespanha (que já fez isso)?

...

Não interessa...

Eu preciso do meu sossego todo pra mim, me doar um pouco mais e, ficar de olhos abertos quando estiver acordado.

- Talvez eu tente Jesus.



Escrito por Al. Arezi às 09h43
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O meu Lado mais escuro e solitário dos 19 Infernos de Dante ou Jesus.

AO se pensar que não se quer o queijo nem a faca, mas sim a fome; um grande passo se dá em direção ao auto-conhecimento. Os empirísmos se aprendem melhor, os desejos se tornam mais claros, os sonhos nebulozos - 'pés-no-chão', futuro na contra-mão. Na verdade, é bom que se continue a pensar de outro modo, que pouca gente entenda o que eu escrevo e tento expressar, pois eu não quero pessoas parecidas comigo, jejuando esperanças: Na maioria das vezes foram essas esperanças que moveram a humanidade ou o indivíduo para algum lugar melhor.

Porém, convém acrescentar, que pouca gente deve estar contente com o 'planeta' da meneira que ele está. Já pensei em me filiar ao Greenpeace, mas ideológicamente, não entendo certas coisas. Entender pouco é um problemas melhor do que entender demais ou, acreditar entender com uma explicação que de fim volta ao ínicio. Se por vários momentos eu me faço de incompreendido, volto a ser redundante para que me pareça com o idiota que você vê quando me imagina.

Certa vez, eu pensei "SE EU ME DEIXAR, EU TE DEIXO TAMBÉM - JÁ QUE VOCÊ ESTÁ EM MIM"; Isso não faz mais sentido - eu me quebrei em pedaços e comecei a me remontar: procurar novas peças para substituir aquelas que perderam a cor ou ficaram por demais razuradas por algum tipo de pressão. No entanto, existem coisas que jamais serão retiradas e, consequentemente, mudadas. Minhas origens tão diferentes de mim sempre irão me pressionar; Minha força demasiada sem voz continuará a ser um traço qual apenas a ignorância pode deixar de lado.

A quem interessa saber, eu estou muito melhor das consequências que o meu distúrbio psíquico de personalidade me causa, mas me sinto um pouco dopado. Nunca houve depressão em mim, apenas falta de vontade de fazer algo grandioso por um mundo que está prestes a ruir - essa pode ser a minha maior psicóse, ou a minha profecia. Talvez, em breve eu consiga encontrar a minha inspiração perfeita, remonte as peças, aprenda o abecedário e escreva meu primeiro livro - o livro, que se eu estiver certo quanto as minhas crenças sobre o planeta, poderá ser lido por duas gerações no máximo.

O curioso imperfeito, é que realmente eu não sei...

Não sei se gostaria de existir no começo, no meio ou no fim dessa humanidade.

Não sei se já é o fim... Cada um acredita no que quiser, sempre.

***

Quero um lugar de paz e não de aprendizado, já me sinto cheio de vontades que não tenho certeza em começar.

Eu quero...

Estou bem...

Eu quero...

Começar tudo denovo...

Eu quero...

Ser um idiota que parece inteligente....

Eu quero...

Ser um inteligente que interpreta um idiota....

Eu quero...

ter alguém que entenda - Apenas um(a)...

Eu quero...

Descobrir o que é que eu estou fazendo aqui...

***

Eu quero:

Um templo pra profanar, um tempo pra adiantar,

Só a minha vida pra cuidar.

Pouca aventura e mais paixão.

Meus catorze anos e um pedaço de pão.

Quero sair de casa.

e voltar.



Escrito por Al. Arezi às 13h41
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Abaddon

Alarde, alma,

bocejo, brinquedos,

canções, contos,

delírios, detalhes,

espelhos, enxaquecas,

felicidade, fome,

gestos, gente,

híbrido, humor,

instinto, inveja,

junção, jesus,

lágrimas, loção,

morte, mentiras,

naúseas, nódulos,

óbvio, otário,

paixão, pensamentos,

quantia, questão¿,

razão, resmungo,

sede, suor,

tensão, teoremas,

útil, úmidade,

vez, voz,

xuxu, xuxa,

zen, zumbido.

***

E o que não me mata continua me deixando mais forte (Nietzsche)

 



Escrito por Al. Arezi às 02h20
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Curioso mundo de sociedade e epsódios de mania.

Tá ai a 'nova bricadeira'...
"De quando em quando é o novo tratamento."

- Indicacões
Divalproato de Sódio está indicado para o tratamento de episódios de mania associados com desordens bipolares. Um episódio de mania é um período distinto de anormalidade de humor persistentemente elevado, expansivo, ou de humor irritável. Os sintomas típicos de mania incluem taquilalia, hiperatividade motora, redução da necessidade de dormir, fuga de idéias, grandiosidade, pobreza de julgamento, agressividade e possível hostilidade.

- Interações Medicamentosas
Álcool - O Divalproato de Sódio pode potencializar a atividade depressora do álcool sobre o SNC.
Aspirina - A fração livre de valproato aumenta quatro vezes a aspirina comparada com o valproato, administrado como monoterapia.
Carbamazepina - Níveis séricos de CBZ diminuem 17%.
Clonazepam - O uso concomitante de ácido valpróico e de clonazepam pode induzir estado de ausência em pacientes com história desse tipo de crises.
Etossuximida - A administração de uma dose única de etossuximida 500 mg com valproato (800 a 1600 mg/dia) a voluntários sãos, foi acompanhada por um aumento de 25% na meia-vida de eliminação da etossuximida e um decréscimo de 15% na sua depuração total quando comparado a etossuximida administrada como monoterapia.
Felbamato - Um decréscimo na dosagem de valproato pode ser necessária quando a terapia com felbamato for iniciada.
Lamotrigina - A meia-vida de eliminação da lamotrigina aumentou de 26 para 70 horas quando administrada em conjunto com valproato, portanto a dose de lamotrigina deverá ser reduzida nesses casos.
Lítio - A co-administração de valproato (500 mg duas vezes ao dia) e lítio (300 mg três vezes ao dia) a voluntários sãos do masculino não apresentou efeitos no estado de equilíbrio cinético do lítio.
Fenobarbital - Existem evidências de que o ácido valpróico pode causar decréscimo na depuração não renal do fenobarbital (50% de aumento na meia-vida e 30% de decréscimo na depuração do , plasma). Foi também relatado que a combinação dessas duas medicações pode produzir depressão do SNC, sem elevações significativas dos níveis plasmáticos de barbiturato ou de valproato. Este fenômeno pode resultar em uma severa depressão do SNC. Apesar de não se conhecer o mecanismo de interação, devem-se observar cuidadosamente todos os pacientes que recebam terapêutica barbitúrica concomitante, em relação à toxicidade neurológica e a níveis séricos de barbiturato, para, se necessário, diminuir as doses administradas.
Fenitoína - O valproato desloca a fenitoína de sua ligação com a albumina plasmática e inibe seu metabolismo hepático. A co-administração de valproato (400 mg, 3 vezes ao dia) e fenitoína (250 mg), em voluntários sãos, foi associada com aumento de 60% na fração livre de fenitoína. A depuração plasmática total e o volume aparente de distribuição da fenitoína aumentou 30% na presença de valproato. Em pacientes com epilepsia, têm ocorrido relatos de desencadeamento de crises com a combinação de valproato e fenitoína. Se necessário, deve-se ajustar a dose de fenitoína de acordo com a situação clínica.
Primidona - É metabolizada em barbiturato e portanto os mesmos cuidados deverão aqui ser observados como os adotado para o fenobarbital.
Varfarina - Em um estudo in vitro, o valproato aumentou a fração de Varfarina não ligada até 32,6%. A relevância terapêutica deste fato é desconhecida. Testes para monitoração de coagulação deverão ser realizados, se a terapia com Divalproato de Sódio for instituída em pacientes tomando anticoagulantes.

- Reações Adversas
A incidência dos eventos emergentes foi baseada nos dados combinados a partir de dois estudos de Divalproato de Sódio controlados com placebo, em mania associada a desordem bipolar. Os eventos adversos foram usualmente leves ou moderados na intensidade, porém algumas vezes foram sérios o suficiente para o tratamento ser interrompido. Nos estudos clínicos, os índices de interrupções prematuras devido a intolerância não foram estatisticamente diferentes entre placebo, divalproato de sódio e carbonato de lítio. Um total de 4%, 8% e 11 % dos pacientes respectivamente, descontinuaram o tratamento devido à terapia.
Os seguintes efeitos colaterais tiveram incidência acima de 5% ou significantemente maior do que o grupo placebo: náuseas, sonolência, tontura, vômitos, astenia, lesões acidentais, dor abdominal, dispnéia e erupção cutânea. Os efeitos adversos a seguir relatados tiveram uma incidência maior que 1%, porém não mais do que 5% em 89 pacientes tratados com divalproato de sódio em estudos clínicos controlados.
Gerais - Dor torácica, arrepios e febre, cistos, infecção, dor e rigidez no pescoço.
Cardiovasculares - hipertensão, hipotensão, palpitação, hipotensão postural, taquicardia, anomalias vasculares, vasodilatação.
Digestivas - Anorexia, incontinência fecal, flatulência, gastrenterite, glossite e abscesso periodontal.
Hemáticas e linfáticas - Equimoses.
Desordens metabólicas e nutricionais - Edema e edema periférico.
Músculo-esqueléticas - Artralgia, artrose, cãibras nas pernas e contrações musculares.
SNC - Sonhos anormais, marcha anormal, agitação, ataxia, reação catatônica, confusão, depressão, diplopia e disartria, alucinações, hipertonia, hipocinesia, insõnia, parestesia, reflexos aumentados, discinesia tardia, anormalidades de pensamento e vertigens.
Respiratórias - Dispnéia e rinite.
Pele e anexos - Alopecia, lupus eritematoso discóide, furunculose, erupção máculo-papular e seborréia.
Sentidos - Visão anormal, ambliopia conjuntivite, surdez, olhos ressecados, alterações auditivas, dor nos olhos, dor de ouvido e zumbidos.
Urogenitais - Dismenorréia, disúria e incontinência urinária.


***

O hilário de tudo isso é que não acho mais graça na época em que tomava LITHIUM com os amigos pra ficar 'inchado' de humor ciclotimico; agora tô brincando com ácido - não é o lisérgico -, os anti-depressivos (que nunca fizeram efeito e sempre foram dispensáveis, pois o centro do problema não é depressão) parecem gomas de mascar.
Ainda vou continuar tomando meus 6 a 8Mg de benzodiazepínico (ALPRAZOLAM) pra controlar a ansiedade; mas comecei a redução gradual.
Segundo a 'cadeia elementar dos problemas psiquiátricos', a HIPERATIVIDADE e suas consequências são bem menos prejudiciais do que a BIPOLARIDADE tipo 1. Além do mais, poucos especialistas acreditam que um indivíduo possa conter as duas patologias... (O tratamento é quase o mesmo).
***
Minha mãe estava com dores musculares e tudo passou com um comprimidinho de 1mg de ALPRAZOLAM, inclusive a disposição; ela foi direto para a cama... Talvez, agora um pouco ela entenda, o fato de que a moleza perturbe tanto quanto a ansiedade.
***
Novas tentativas...
Parece legal, não me deixa down nem Up demais; como na época das anfetaminas.
Talvez, logo logo eu volte a escrever sobre rachaduras estetotérmicas ou desmembradas do sistemas estruturalista judiciário comunual, ou, apenas POEMAS.
***
SORTE À QUEM DESEJA o mesmo.

---

Bodysnatchers
Composição: Thom Yorke

I do not understand
What it is, I've done wrong
Full of holes, check the pulse
Blink your eyes, one for yes, two for no
I have no idea what I am talking about
I'm trapped in this body and can't get out

Ooooohhhh

Make a sound, move back home
Get an invitation with the edges sawn off
I have no idea what you are talking about
I'm trapped in this body and can't get out

Ooooohhhh

Has the light gone out for you?
Cause the light's gone for me
It is the 21st century
It is the 21st century
You can fight it like a dog
And they brought me to my knees
They got scared and they put me in
They got scared and they put me in
All the lies run around my face
All the lies run around my face
And for anyone else to see
And for anyone else to see
I'm alive

I´ve see the coming.
***

http://www.youtube.com/watch?v=U5xK12hmZ-I&feature=related


Escrito por Al. Arezi às 14h43
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"A esperança que serve pra consolar o cancêr da indecisão"

Eu falava com ela...
ela teve de ir...
passou-se minutos...
ouvi alguém à porta...
pensei: "é ela"...
só pode ser...
o destino se fez...
o rastro não se perdeu...
me encontrei:
atravessei os comodos e abri a porta e,
Desejei boa tarde à minha vizinha.
***


Escrito por Al. Arezi às 18h10
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Alguns retratos de literaturas perdidas em minha alma (parte 1)


'ANDAIME'


Havia um motivo em especial pra que tudo aquilo parecesse estar reluzindo. Aquilo tudo se chamava olhar, o resto não tinha importância, o resto não sabia que existia, o resto não tinha por que existir.
O olhar que estava preso ao rosto de uma jovem, exalava vida própria; não era paixão. A vida em outras horas pra aquela moça sonhou em abandonar, como tudo o que sonha demais flutua e cai. O sorriso estrelado era só mais um motivo pra que o céu fosse o limite, mesmo que não houvesse o otimismo e, a razão da realidade estivesse tomada por algo inebriante. O canto da voz estava doce e desafinado como as pétalas de uma rosa que murcham a chegada do outono: era tudo ao mesmo passo, nunca se podia prever. Enquanto o sentimento que não se definia ficava a um passo do desgosto, ele mesmo se aproveitava de saudade e loucura, perdia a pureza da solução rítmica do andar; sonhava encanto e nostalgia: mas o sentimento não sabia.
- O que é real?
Aquilo tudo não passava de uma farsa creditada na verdade a qual todos queriam saborear. Aquilo tudo era a solução, um dia foi e, vai ser de novo. Não é mais o presente que dá a sensação de vida; para aquela jovem, a única esperança era não saber o que fazia.
- Somos como as estrelas – disse a quem perguntou -, brilhamos, mesmo que não nos reste existência. É um paradigma infeliz, ter a sorte de estar vivo; a certeza apenas dá a impressão de um passado. Você pode estar a um minuto do fim mesmo assim acredita que não é o seu. Pode ter morrido há um minuto e ainda não saber. O real é aquilo que acreditamos não existir enquanto nossos sonhos comandam a nossa existência.
Ela, num realce ‘putz’ e sem graça, afirma:
- Você disse tanto e não falou nada.
Ele, rapidamente retruca a afirmação:
- E você, tanto se pergunta e se esquece de responder. Não existe ‘o quê’ quando se quer responder a uma pergunta, existem ‘porquês’.
“Mudaremos de papéis então, agora eu lhe pergunto:”
- O que é andar?
Ela, sem nem mesmo pensar responder:
- É um verbo, uma ação!
Ele afirma positivamente com a cabeça – faz outra pergunta:
- Por que andar?
-Ela simplesmente responde:
- Oras, pra chegar a algum lugar!
Ele:
- Por que chegar a algum lugar?
- Acaso da ocasião – diz ela.
Ele a olha com desprezo e pergunta:
- Em algum momento você sentiu a necessidade de se perguntar ‘o quê’?
Ela responde:
- O quê?

O inicio da verdadeira história, nasce no fim.
Ele descansou os olhos, e pensou: “ela entendeu, já pode ser real”...
Ele era o criador, o criador da verdade absoluta, que, algum tempo depois se arrependeu; e pensou: “como é que eu deixei que isso acontecesse?”
Desde então, muitos como ela caminham pelos andaimes enquanto poucos como ele, com remorso de terem ensinado o caminho: morrem.

Quem protagoniza essa literatura?
Quem protagoniza a sua vida?


Dica: Beba VODKA & viva um pouco – menos talvez.
***

Escrito por Al. Arezi às 08h42
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